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Biocombustíveis de Aviação

Publicado: Quinta, 20 de Outubro de 2016, 14h04

Atendendo às regras internacionais de uso do produto, no Brasil o biocombustível de aviação pode ser utilizado voluntariamente em mistura com o QAV fóssil - desde que seguindo parâmetros e percentuais estabelecidos em resolução pela ANP.

O setor de transportes, incluindo a aviação, é responsável pela maior parte das emissões de dióxido de carbono (CO2) - o gás de efeito estufa mais presente na atmosfera e grande responsável pelo aquecimento global. Por isso, o investimento em pesquisa, desenvolvimento e regulamentação do uso de biocombustíveis - oriundos de fontes renováveis e cuja utilização reduz o percentual de emissões nocivas - têm papel fundamental do ponto de vista ambiental.

Atualmente, a American Society for Testing and Materials - ASTM adota critérios rigorosos para a aceitação de misturas de biocombustíveis com o querosene de aviação (QAV) de origem fóssil. Estes critérios procuram garantir a qualidade do combustível antes e depois da mistura com o QAV, para que não haja necessidade de nenhuma alteração nos equipamentos e sejam atendidos os mesmos parâmetros de segurança na utilização em aeronaves comerciais de grande porte. Quando necessário, as normas de controle incluem parâmetros diferentes dos comumente analisados no QAV derivado de petróleo.

Após alguns anos de discussão em grupos de trabalho da ASTM, foram estabelecidos três tipos de biocombustíveis de aviação:

Podem ser misturados ao querosene de aviação em até 50% em volume:

  • SPK (synthesized paraffinic kerosine), chamado de querosene parafínico sintético:
    • SPK hidroprocessado por Fischer-Tropsch);
    • SPK de ésteres e ácidos graxos hidroprocessados (HEFA - hydroprocessed esters and fatty acids);

Pode ser misturado ao querosene de aviação até 10% em volume:

  • SIP (synthesized iso paraffinic), chamado de querosene isoparafina: é obtido da fermentação da açúcares utilizando microorganismos geneticamente modificados.

A ANP regulamenta o uso voluntário de SPK por Fischer-Tropsch, SPK-HEFA e SIP nos respectivos percentuais determinados pela norma americana através da Resolução ANP nº 63/2014.

 

 

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